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[Resenha] [Clássicos] De Profundis, de Oscar Wilde

De Profundis  é o título de uma obra de 1897, do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), de grande renome em Londres, no século XIX, que toma a forma de uma longa e emocional carta ao seu amante Lord Alfred Douglas (1870-1945). Wilde a escreveu na prisão de  Reading , onde cumpria pena de prisão por comportamento considerado indecente à época e sodomia (relações sexuais entre homens). A carta relata com muita dor e detalhes todo o relacionamento conturbado de Wilde com Douglas, o que na época era completamente inadmissível pelas leis da sociedade inglesa.  Quando  Marquês de Queensberry  descobriu o relacionamento homossexual que seu filho mantinha com o escritor, enviou uma carta à Oscar Wilde, no Albermale Club, onde já o ofendia no sobrescrito: "A Oscar Wilde, Conhecido Sodomita". O escritor então decidiu processar o Marquês por difamação, no entanto, desistiu logo em seguida temendo represálias, mas era tarde demais, pois sua ...

[Resenha] Sombras de um Segredo, de Berenice Germano

Um livro alucinante. Em um cenário medieval, acompanhamos os mistérios envolvendo um grande segredo que percorre todas as páginas, nos prendendo a atenção, de modo que não podemos desgrudar os olhos um só minuto para descobrir o que tanto perturba a vida dos protagonistas Jacó e Raquel. Uma leitura que nos reserva muita ação e mistério. Sombras de um Segredo, é um livro psicografado por Berenice Germano, sendo autoria espiritual de Irmã Vitória. O ano é 1336 da era cristã. No vilarejo de Medina do Campo, que fica em Castela, ao sul de Madri, um grande incêndio acomete o pequeno vilarejo. Pessoas correm desesperadas tentando salvar-se, enquanto outras jazem com os corpos queimados em suas casas. Enquanto vidas se perdem, no alto do castelo, um homem assiste aquela cena aterrorizante com muito prazer. O homem é Dom Fernão - um nobre poderoso e misterioso.

[Resenha] A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin

"O INVERNO ESTÁ CHEGANDO" Difícil falar do inexplicável. Relutei muito em escrever sobre as Crônicas de Gelo e Fogo. Primeiro, porque todo mundo escreve sobre e provavelmente há milhares de resenhas e muito melhores que as minhas; e segundo, porque é praticamente impossível compilar com detalhes a magnitude destes livros, e tenho certeza que não conseguirei fazer isso.  Não sou nenhum fã xiita, mas sou apaixonado pela história, pelos personagens, pela série de tv e pelos livros. Tento compreender e acompanhar com afinco, portanto, aos fãs mais fiéis, perdoem se eu disser alguma besteira e estejam à vontade para comentar ao final do post. Meu intuito é apenas falar dessa série que me fascina e tentar despertar o interesse naqueles que ainda não conhecem ou que estão em dúvida se devem ler ou não. Pra esses eu digo apenas: VAI! Tá esperando o quê criatura divina!? hahaha A Guerra dos Tronos, volume I do aclamada série As Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem...

[Resenha] Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

"...A tentativa de impor ao homem, uma criatura evoluída e capaz de atitudes doces, que escorra suculento pelos lábios barbados de Deus, são apropriadas a uma criação mecânica, contra isto eu levanto minha caneta espada..." Um livro perturbador. Uma crítica voraz a um sistema que manipula os desejos e a vida dos homens. Um futuro que já é passado e é nosso presente.  Assim defino Laranja Mecânica ( A Clockwork Orange , no original). Este provavelmente é um livro que, me atrevo a dizer, não agrada ao gosto do público geral, mas sim de pessoas mais críticas e amantes de linguagens como o surrealismo. É necessário deixar de lado todos os nossos pré-julgamentos para mergulhar de cabeça neste universo. A história é narrada por Alex, um jovem adolescente delinquente, que com sua gangue pratica atos ultra-violentos numa sociedade manipulada pelos interesses do governo e repleta de tribos urbanas rivais, em um futuro muito distante para época em que o livro foi l...

Ser ou Ter?

A vida me é valiosa demais para simplesmente ser esta coisa linear a que somos condicionados.  Por muitos anos me cobrei por coisas que eu tinha que ser e que não desejava. Perdi anos da minha vida buscando coisas que não queria e que nada tinham a ver comigo. Fiz coisas para agradar pessoas que hoje não dão a mínima. Hoje, nessas encruzilhadas meu 'Eu' me cobra o tempo perdido, mas às vezes me encontro diante deste abismo, um abismo onde estão meus medos, minhas insatisfações, meus defeitos, minhas ilusões, meus desgostos, meus fracassos... De lá escuto vozes que gritam desesperadas dizendo que não posso atravessá-lo...  Seria muito bom se simplesmente eu pudesse esvaziar de minha mente tanta sujeira. Apagar minhas desventuras... A verdade é que ainda não sei o que tenho que desempenhar por aqui, ou se tenho que desempenhar algo, mas eu gosto de viver. Gosto da surpresa de esperar o que virá num novo dia, ou no próximo minuto. Mesmo que as surpresas nem sempre seja...

[Resenha] A Travessia, de William P. Young

Antony Spencer, carinhosamente tratado como Tony, é um jovem empresário, egocêntrico, mesquinho e de grande poder econômico, que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Foi casado duas vezes com a mesma mulher, Loree, a quem muito humilha e com quem teve dois filhos: Angela, de 17 anos, e Gabriel, que morrera ainda criança vítima de um câncer.  Desde a morte do filho que Tony perdeu a vontade de viver, e a partir de então, dedicou sua vida somente ao trabalho, vícios e conquistas materiais. Despreza a ex-esposa, por quem só mantém contato através de advogados, e ultimamente, nem amigos possui, devido à sua personalidade egocêntrica. Assim como A Cabana, neste mais recente livro de William P. Young, nos deparamos em uma trajetória pela busca de algo além do que enxergamos, uma busca pelo divino que há dentro de nós e que está à nossa volta.  Logo no começo da história, encontramos Tony e suas paranoias de perseguição, correndo alucinadamente com seu c...

[Resenha] Hamlet, de William Shakespeare

"(...) O verme é o único imperador. Nós engordamos todos os outros seres pra que nos engordem; e engordamos para engordar as larvas. O rei obeso e o mendigo esquálido são apenas variações de um menu - dois pratos, mas na mesma mesa; isso é tudo. Um homem pode pescar com o verme que comeu o rei e comer o peixe que comeu o verme. Um rei pode fazer um belo desfile pelas tripas de um mendigo." Uma das melhores tragédias da dramaturgia clássica: Hamlet. Livro de carteirinha para qualquer pessoa que gosta de uma boa literatura e também aos amantes de teatro. A história se passa por volta de 1600, na Europa. Hamlet, o príncipe da Dinamarca, corrói-se de ódio por sua mãe, Rainha Gertrudes, por casar-se com o tio, Cláudio, logo após a misteriosa morte de seu pai, o Rei Hamlet. Ele repudia o casamento dos dois e vê como um incesto nojento repleto de interesses. Sua ira é despertada quando numa certa noite uma aparição fantasmagórica é vista pelos guardas ...