Pular para o conteúdo principal

Papéis não me definem


Papéis não me definem. Não são as convenções sociais que definem quem Eu Sou. Eu sou muito mais que um diploma, que um título, que um documento qualquer.

Eu meço minha vida não por valores monetários ou títulos acadêmicos, eu meço minha vida pelo que eu sinto, pelo que vibra dentro de mim... E dentro de mim vibra amor, paixão, alegria, tristeza, raiva, mansidão, ódio também, porque somos essa multiplicidade de emoções.

Vivo a vida como se fosse morrer a qualquer momento, e de fato isto pode acontecer. Crio relações verdadeiras e me entrego de corpo, alma e coração para aqueles que estão ao meu lado. Quando falo de relações falo de qualquer relação, não apenas a conjugal. Eu não espero ser correspondido nelas, mas claro que eu amo quando os sentimentos são recíprocos. 

A indiferença é algo que me machuca. Não consigo estar em alguma coisa e ser indiferente. Prefiro sair, me afastar de quem quer que seja quando a relação não é mais recíproca. Meu sangue é quente e meu coração anseia por emoções, anseia ser tocado. 

Eu sou um grande ignorante e por vezes desprovido de inteligência – pra não dizer “burro”. Escrevo porque me clareia as ideias, e porque me faz bem. Hábito este que eu havia até abandonado, mas que graças a uma alma nobre voltei a ser incentivado. Escrever é uma arte que eu não domino mas que eu gosto de realizar. Por que tudo isso? Qual a relação de tudo que estou falando aqui? Talvez todas ou nenhuma. 

Quando escrevo eu me desmonto inteiro, busco sentido nos meus pensamentos e em quem Eu Sou. Eu gostaria de ter sido muitas coisas na vida e fracassei em muitas delas. Por quê? Porque no momento em que elas aconteciam eu segui meus sentimentos. Certo ou errado eu sou movido por estes sentimentos e não posso ignorá-los quando eles me dominam. 

Ouço muito falar sobre inteligência emocional e cheguei a ouvir de algumas pessoas que eu precisava ser mais “inteligente emocionalmente”. Logo eu, um cara intenso que fala pelos olhos, por cada músculo do rosto, que não consegue esconder quando ama e quando sente raiva. Como controlar esse vulcão que habita dentro de mim? A gente controla as forças da natureza? Pois bem, não e eu considero uma grande hipocrisia dizer que se controlam as emoções. Emoções não são controladas porque elas simplesmente fluem. Fluem como as águas de um rio que caminha para beijar o mar. Fluem como um maremoto que leva tudo por onde passa, mas que em algum momento vai acalmar. 

Enfim, não vim ao mundo pra controlar minhas emoções, eu vim para libertá-las e para viver intensamente cada momento. Talvez eu tenha colecionado alguns fracassos na vida por sempre deixar minhas emoções fluírem, mas não seria eu se tivesse feito diferente. Pra mim só faz sentido quando se tem sentido. Se algo não vibra com meu coração, então não faz sentido. 

Talvez minhas palavras aqui não lhe façam nenhum sentido, mas são palavras de uma alma que sente profundamente cada palavra, cada gesto, cada olhar, cada sorriso...

Sobreviver pra mim não basta, eu quero VIVER.

R I C K

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

[Resenha] A Volta do Filho Pródigo, de Henri J. M. Nouwen

Sempre acreditei e afirmo que:  "Viver é uma busca" . E ao ler esta linda obra de Henri Nouwen, eu tive mais certeza disso. "A Volta do Filho Pródigo" é  uma busca por respostas, num mergulho pela alma do autor, utilizando de uma profunda análise da pintura de mesmo nome, do grande artista  Rembrant van Rijin  (1606 - 1669), traçando um paralelo entre a pintura e a parábola narrada por Jesus.  Antes de mais nada, é importante explicar que apesar do livro ter uma temática religiosa, ele vai muito além disso. Mais do que um simples livro religioso, é um livro humano, que nos mostra o quanto somos frágeis e imaturos diante da vida. O quanto agimos com impulsividade e com impaciência. O autor conversa conosco como se fosse um amigo íntimo, revelando seus pensamentos mais profundos, seus medos e angústias.

[Resenha] [Clássicos] De Profundis, de Oscar Wilde

De Profundis  é o título de uma obra de 1897, do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), de grande renome em Londres, no século XIX, que toma a forma de uma longa e emocional carta ao seu amante Lord Alfred Douglas (1870-1945). Wilde a escreveu na prisão de  Reading , onde cumpria pena de prisão por comportamento considerado indecente à época e sodomia (relações sexuais entre homens). A carta relata com muita dor e detalhes todo o relacionamento conturbado de Wilde com Douglas, o que na época era completamente inadmissível pelas leis da sociedade inglesa.  Quando  Marquês de Queensberry  descobriu o relacionamento homossexual que seu filho mantinha com o escritor, enviou uma carta à Oscar Wilde, no Albermale Club, onde já o ofendia no sobrescrito: "A Oscar Wilde, Conhecido Sodomita". O escritor então decidiu processar o Marquês por difamação, no entanto, desistiu logo em seguida temendo represálias, mas era tarde demais, pois sua ...

[Resenha] A Travessia, de William P. Young

Antony Spencer, carinhosamente tratado como Tony, é um jovem empresário, egocêntrico, mesquinho e de grande poder econômico, que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Foi casado duas vezes com a mesma mulher, Loree, a quem muito humilha e com quem teve dois filhos: Angela, de 17 anos, e Gabriel, que morrera ainda criança vítima de um câncer.  Desde a morte do filho que Tony perdeu a vontade de viver, e a partir de então, dedicou sua vida somente ao trabalho, vícios e conquistas materiais. Despreza a ex-esposa, por quem só mantém contato através de advogados, e ultimamente, nem amigos possui, devido à sua personalidade egocêntrica. Assim como A Cabana, neste mais recente livro de William P. Young, nos deparamos em uma trajetória pela busca de algo além do que enxergamos, uma busca pelo divino que há dentro de nós e que está à nossa volta.  Logo no começo da história, encontramos Tony e suas paranoias de perseguição, correndo alucinadamente com seu c...