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Enfim, todos esses motivos pra dizer que com apenas os trailers desse remake grandioso já foi o suficiente pra fazer a nostalgia e a saudade bater forte; de um tempo de infância, onde a inocência reinava no meu universo, onde só o que me importava era brincar e ser feliz. Às vezes esquecemos essa nossa essência, não é mesmo? Nossa criança ainda vive em nós, então bora cuidar dela!
Tão logo o filme foi divulgado eu já imaginei que a dublagem não seria igual a clássica, mas como toda animação da Disney eu esperava ser surpreendido. Assisti ao filme neste último sábado, dia 20 de julho (data limite para os entendedores hahaha), no CineMark Extra Anchieta, localizado em São Bernardo do Campo. Ah e deixo meu agradecimento especial à Vivo, que graças ao programa Vivo Valoriza eu posso pagar meia entrada em qualquer sessão no CineMark! É pra glorificar de pé meu povo! Gratidão, Vivo! E como eu disse, eu esperava ser surpreendido... E fui! UAAAAAAUUUUUUU!!!!!!
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Só pela abertura com a canção "Ciclo sem fim" já valeu todo o filme pra mim, podia ter acabado ali que eu já estava satisfeito, mas graças ao Cosmos não acabou ali, a história seguiu... Seguiu fiel ao original, com cenários de deixar o queixo caído, com animais hiper realistas que pareciam de verdade!!! Quase denunciei a Disney por exploração animal hahaha. Sobre a dublagem brasileira só posso dizer que eu AMEI. Timão e Pumba foram a melhor surpresa pra mim, que apesar de serem bem diferentes da dublagem clássica, tinham traços bem definidos dos personagens antigos mas com uma cara nova, com um jeito mais adaptado ao cenário hiper realista do filme. De todos os personagens, os únicos que me incomodaram um pouquinho foram Nala e Simba adultos, seja pelo sotaque carioca na Nala, ou pela voz extremamente aguda do Simba (vulgo Hakuna Matata). Mas nada que prejudicasse a experiência do filme (agora quero assistir legendado pra ouvir a diva Beyoncé).
Eu já assisti o musical de O Rei Leão no Teatro Renault, em São Paulo, e posso dizer que sempre que assisto uma versão diferente deste clássico que eu me emociono muito, e com o filme não foi diferente. Fui de coração aberto como se fosse a primeira vez e eu me emocionei muito, muito, muito MESMO e fiz uma leitura bem diferente da história, talvez pela minha maturidade hoje, ou mesmo pelo começo do meu despertar espiritual, parece que tudo acaba fazendo algum sentido... Compartilho com você a minha visão sobre o filme nos dias atuais.
ESTAMOS TODOS CONECTADOS
Rei Leão fala de algo que eu acredito MUITO: que estamos TODOS CONECTADOS. QUE SOMOS TODOS UM e que nossas atitudes atingem diretamente o outro, embora o Timão e o Pumba discordem disso. Os diálogos de Mufasa são muito impactantes e é notável o quanto ele é evoluído dentro daquele contexto. Ele é o rei mas não se sente dono do reino e nem superior a ninguém, pelo contrário, tem consciência da responsabilidade com todos os seres que vivem ali e que confiam nele - nossos representantes têm muito a aprender com Mufasa, não é mesmo? E claro que ele passa essas lições pro Simba, que logo de pequeno já demonstra alguns pequenos sinais de avareza querendo dominar tudo - e se tivesse sido criado por Scar provavelmente seguiria o mesmo caminho do tio, mas ainda bem que foi Timão e Pumba que o criaram, né? Por isso a importância de uma boa educação na infância hahaha.
E falando no Scar, ele é o vilão da história, representando o algoz, o mal, embora eu acredite que não existam vilões e mocinhos e que ninguém é 100% mau ou bom. Este novo Scar tem uma aparência sofrida, maltradada, é um personagem que transmite uma tristeza muito profunda e é nítido que foi um ser que sofreu muito durante a vida e que se remói com sentimentos de baixa vibração como a inveja, o ódio, a ira, a tristeza por seus fracassos e suas frustrações. Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra. E se você está vivendo aqui com certeza tem ou já teve alguns destes sentimentos. Eu gostaria de conhecer mais deste Scar, o que o levou a se tornar tão amargurado...
HAKUNA MATATA
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As partes mais divertidas do filme ficam por conta de Timão e Pumba, que pra mim são os melhores personagens desta história, junto de Scar e Mufasa. Confesso que nunca gostei muito do Simba, embora ele seja o protagonista... mas eu gosto da evolução que ele tem até o final do filme! De criança mimada Simba torna-se um verdadeiro Rei, e admiro a misericórdia que ele tem do tio ao decidir não matá-lo. Pumba é um personagem tão inteligente, e tantas vezes subjugado seja pela aparência ou pela maneira simples de ser e é muito gostoso vê-lo em cena, ainda mais tão realista. Hakuna Matata, que depois da abertura é a melhor cena musical pra mim, nos transmite grandes ensinamentos que eu nunca percebi antes!
Os seus problemas você deve esquecer
Isso é viver, é aprender
Hakuna Matata
Uau!!!! É tão simples e a gente sofre tanto! Desde 1994 o Rei Leão nos ensina que não devemos dar tanta bola pros problemas, que eles são do tamanho que a gente dá pra eles. O filme é muito mais profundo do que parece.
MATANÇA DESENFREADA
Outro ensinamento de grande impacto fica por conta de Sarabi, leoa maravilhosa, que suporta tudo com resignação. Quando as hienas a buscam para conversar com Scar ela o enfrenta e diz que a matança desenfreada está destruindo o reino, ou seja, ele não está respeitando o ciclo da vida, não está respeitando os seres que precisam daquele ambiente pra existir e viver. Faço uma analogia com o que estamos fazendo do planeta. Essa matança generalizada promovida pela caça a animais silvestres - o que está levando muitos a extinção - e à banalização da produção da carne bovina; da produção de laticínios; produção de ovos; produções essas à base de tortura de nossos irmãos animais, basta uma rápida pesquisa no Google para você entender o que estou falando e indico o documentário Cownspiracy disponível na Netflix, CLIQUE AQUI. Quando Simba vai pra terra de Timão e Pumba eles também o ensinam que ali ninguém mata ninguém pra comer. Bom, na verdade eles comem insetos, mas estes são retirados de seu habitat natural, o que é completamente oposto ao que fazemos com milhões de vacas e galinhas que vivem aprisionadas para produzirem leites e ovos apenas para saciarem nossos desejos, já que não precisamos de leite e nem de ovos pra sobreviver. Entenda, minha crítica não é ao fato de você consumir carne, mas sim ao sistema asqueroso que existe por trás da produção da carne bovina e dos laticínios. Um sistema baseado em tortura e escravidão aos animais e à destruição de florestas para servirem de pasto para alimentar o gado. Quanto tempo você acha que o planeta vai suportar tamanha sangria? Tamanha agressão à vida? Deixo aqui esta reflexão.
VOLTANDO OS OLHOS PARA DENTRO
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Depois de reencontrar Nala, Simba passa por um momento um tanto perturbador, quando ele é forçado a olhar pra dentro, praquela criança (filhote) ferida do passado. Ao mesmo tempo que devemos esquecer dos problemas, como diz a canção Hakuna Matata, também devemos ser maduros para enfrentá-los quando eles surgirem diante de nós. Naquele momento ele se conectou com sua essência, com seu Eu Superior, pois só quando olhamos pra dentro de nós é que podemos encontrar as respostas pra tudo que buscamos. E no momento que Simba fez isso, com a ajuda do macaco Rafiki - o grande médium feiticeiro do filme - ele consegue se conectar consigo mesmo e ativar o que chamamos de terceiro olho ou mediunidade, que é quando ele consegue escutar o espírito de seu pai. E ali ele teve duas escolhas, botar um pedra em seu passado e seguir em frente, ou resolver aquilo que ficou mal resolvido e aceitar as consequências de qualquer uma das escolhas. Como bem sabemos, Simba escolheu a segunda opção, porém ele só pode compreender o que precisava fazer quando se conectou com sua essência. Muitas vezes na vida esquecemos de quem somos ou que estamos fazendo aqui, e é essa a hora de parar, respirar e meditar, voltar os olhos pro nosso coração, pra nossa criança ferida que tudo sabe e perguntar a si mesmo o caminho a seguir, ou o que fazer pra sair de uma situação complicada. Todas as soluções estão DENTRO DE NÓS. Sempre dentro, NUNCA FORA.
O FIM
A última cena do filme é épica! Muito bem produzida e com efeitos de arrepiar, como o fogo que se inicia na Pedra do Rei devido a um raio. A luta corporal entre Simba e Scar, por ser realista, é muito mais assustadora que o desenho. Vemos um Simba já recomposto de seus traumas enfrentando o próprio tio para recuperar a magnitude que um dia foi o reino. E o mais legal disso tudo é que ele não lutou sozinho, Nala e todas as leoas, inclusive Timão e Pumba enfrentaram seus medos e batalharam contra Scar e as hienas - até mesmo o pássaro Zazu fez sua contribuição, mais uma lição de que quando estamos unidos em favor de um objetivo, somos muito mais fortes! Simba sozinho não conseguiria enfrentar um exército de hienas, mas sua atitude influenciou a todos que lutassem a seu lado. Se quer conquistar a confiança de alguém mostre que você também está disposto a se sacrificar pelo bem de algo maior. E como tudo que você faz afeta o outro... Scar teve uma morte trágica, pois traiu a confiança das hienas. Tudo é ação e reação.
O Rei Leão (2019) é praqueles que eram crianças e hoje cresceram. Amadureceu assim como as crianças de 1994 que agora são adultas. Apesar de ter o mesmo roteiro e narrativa do original não espere encontrar a mesma sensação do desenho porque é diferente, é outra proposta. Deixe a nostalgia de lado para não estragar o presente que é este remake. O longa nos presenteia com cenas realistas, onde você vê cada detalhe dos animais e da selva africana, além de um drama mais profundo. Suas lindas canções ainda vibram em meu coração 25 anos depois e arrancam lágrimas dos meus olhos. Recomendo que assim como eu, você assista de coração aberto, deixe-se envolver pela história que a experiência será maravilhosa e a nostalgia vai surgir em vários momentos. Sou muito grato por viver e curtir esse momento. Valeu, Disney!
Rick Marques




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