Pular para o conteúdo principal

Quem sou Eu?


Como definir tamanha complexidade do SER? Quem é você além do que os olhos veem?
Costumamos dizer que somos nossos nomes, "Eu sou o Rick", "Eu sou o Ricardo"; também dizemos que somos nossas profissões, "Eu sou ator", "Eu sou administrador"; nossos papéis dentro da família, "Eu sou casado", "Eu sou mãe", "Eu sou pai"; até mesmo pelo que temos, "Eu sou dono da empresa X", e assim vai. Nos definimos por rótulos, mas na verdade nada disso é quem realmente somos.


Quem sou eu? Você quer saber quem SOU EU em ESSÊNCIA ou em como eu me rotulo no mundo? Pois rótulos eu tenho aos montes: eu sou filho da minha mãe; eu sou filho do meu pai; eu sou brasileiro; eu sou um homem cisgênero; eu sou gay; eu sou ator; eu sou empreendedor; eu sou pai de gatos; eu sou casado; eu sou divertido; eu sou mal humorado; eu sou chato; eu sou palhaço; eu sou terráqueo; eu sou infinitas possibilidades...

Este sou em em rótulos, apenas rótulos, e tem muito mais de onde vieram esses.

Mas quem sou eu então? O que me define enquanto SER? Eu sou o Rick ou eu ESTOU o Rick?

Ao longo da vida passamos por tantos estágios. Antes eu acreditava que a realidade qual estava inserido era única e imutável. Fui condicionado a crer em um Deus à imagem de um velho bravo, que regia todas as leis da vida, do mundo, do SER. Acreditei por tanto tempo que eu havia sido um erro da Criação por não estar dentro das supostas "leis divinas" que me bloqueei por anos, esmagando e escondendo todo meu potencial criativo e do SER que eu era.

Não existem verdades imutáveis, e muito menos absolutas. Muitas vezes forçamos nosso ponto de vista a alguém porque acreditamos tanto, mas tanto em algo que queremos "ajudar", "salvar" e trazer mais e mais pessoas pra NOSSA verdade. Mas ela é apenas MINHA ou SUA verdade.

Eu não sou definido por palavras. Rótulos não me definem, apenas me encaixam em cenários. Quem eu sou vai muito além do que a imaginação humana possa definir.

Mas estou aqui. Eu penso. Eu sinto. Eu vejo. Tenho ideias, sonhos e desejos, e quero saber e conhecer mais e mais verdades.

Rick Marques

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

[Resenha] Cinzas do Passado, de Sandra Carneiro

O livro inicia-se num momento de tensão. Deparamos-nos com Jorge caído e abatido assistindo ao incêndio de sua casa no sítio. Um detalhe importante, aquele fora o segundo incêndio que ocorrera em sua casa, sendo que o primeiro, há 10 anos, terminou com a morte de sua amada esposa Dulce. A partir deste cenário, mergulhamos numa incessante busca por respostas: Por quê? Por que Jorge perdeu a esposa de uma maneira tão trágica? Por que ele está tendo que reviver um segundo incêndio com as mesmas lembranças ardendo em sua mente?  Jorge então, naquele momento de desespero é contemplado com uma visão divina, em meio ao fogo ele vê a imagem de Dulce, sua amada esposa. Não é possível! Sim, é possível.  Ao se maravilhar e ao mesmo tempo se assustar com aquela imagem, Jorge cai desmaiado, e é levado para o hospital pelos amigos vizinhos e permanece adormecido por um pouco mais de um mês, causando grande preocupação aos filhos, com exceção de um: Pedro; que por alguma razão desconhec...

[Resenha] Hamlet, de William Shakespeare

"(...) O verme é o único imperador. Nós engordamos todos os outros seres pra que nos engordem; e engordamos para engordar as larvas. O rei obeso e o mendigo esquálido são apenas variações de um menu - dois pratos, mas na mesma mesa; isso é tudo. Um homem pode pescar com o verme que comeu o rei e comer o peixe que comeu o verme. Um rei pode fazer um belo desfile pelas tripas de um mendigo." Uma das melhores tragédias da dramaturgia clássica: Hamlet. Livro de carteirinha para qualquer pessoa que gosta de uma boa literatura e também aos amantes de teatro. A história se passa por volta de 1600, na Europa. Hamlet, o príncipe da Dinamarca, corrói-se de ódio por sua mãe, Rainha Gertrudes, por casar-se com o tio, Cláudio, logo após a misteriosa morte de seu pai, o Rei Hamlet. Ele repudia o casamento dos dois e vê como um incesto nojento repleto de interesses. Sua ira é despertada quando numa certa noite uma aparição fantasmagórica é vista pelos guardas ...

[Resenha] [Clássicos] De Profundis, de Oscar Wilde

De Profundis  é o título de uma obra de 1897, do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), de grande renome em Londres, no século XIX, que toma a forma de uma longa e emocional carta ao seu amante Lord Alfred Douglas (1870-1945). Wilde a escreveu na prisão de  Reading , onde cumpria pena de prisão por comportamento considerado indecente à época e sodomia (relações sexuais entre homens). A carta relata com muita dor e detalhes todo o relacionamento conturbado de Wilde com Douglas, o que na época era completamente inadmissível pelas leis da sociedade inglesa.  Quando  Marquês de Queensberry  descobriu o relacionamento homossexual que seu filho mantinha com o escritor, enviou uma carta à Oscar Wilde, no Albermale Club, onde já o ofendia no sobrescrito: "A Oscar Wilde, Conhecido Sodomita". O escritor então decidiu processar o Marquês por difamação, no entanto, desistiu logo em seguida temendo represálias, mas era tarde demais, pois sua ...