Sempre acreditei e afirmo que: "Viver é uma busca". E ao ler esta linda obra de Henri Nouwen, eu tive mais certeza disso.
"A Volta do Filho Pródigo" é uma busca por respostas, num mergulho pela alma do autor, utilizando de uma profunda análise da pintura de mesmo nome, do grande artista Rembrant van Rijin (1606 - 1669), traçando um paralelo entre a pintura e a parábola narrada por Jesus.
Antes de mais nada, é importante explicar que apesar do livro ter uma temática religiosa, ele vai muito além disso. Mais do que um simples livro religioso, é um livro humano, que nos mostra o quanto somos frágeis e imaturos diante da vida. O quanto agimos com impulsividade e com impaciência. O autor conversa conosco como se fosse um amigo íntimo, revelando seus pensamentos mais profundos, seus medos e angústias.
Pra quem não conhece, a parábola do Filho Pródigo, resumidamente, trata da história de um pai rico, que dividiu a herança entre seus dois filhos, sendo que, o mais jovem e mais rebelde pegou sua parte da fortuna e saiu de casa, entrando no mundo da prostituição e vivendo das formas mais desonrosas que se podia imaginar naquela época. Já o filho mais velho, era o exemplo de filho perfeito; sempre ao lado do pai, bem vestido, homem de bem, o exemplo da família. Tempos depois que saiu de casa e perdeu tudo que tinha, o filho jovem retornou pra casa suplicando que o pai lhe aceitasse novamente, nem que fosse como criado. O pai o recebeu de braços abertos e com uma grande festa, enquanto que o filho mais velho se corroeu de raiva por ser o mais correto e nunca ter recebido festividades, gerando assim, um tenso conflito entre eles. Se quiser saber mais sobre esta parábola, você pode encontrá-la em qualquer Bíblia católica no Evangelho de Lucas capítulo15 versículo 11 a 32.
Com estes dados e o quadro de Rembrant (abaixo), Henri Noumen faz diversas reflexões sobre a história do pai e dos dois irmãos.
Tudo começou em 1983, quando ele viu a pintura de Rembrant pela primeira vez, como um pôster, numa visita que fizera à comunidade A Arca, na cidade de Trosly, na França. A comunidade A Arca, é um lar que recebe e cuida de deficientes mentais. Desde então, sua vida começou a tomar outros rumos, pois o quadro despertou nele algo que nunca sentira. Ao longo da narrativa, Henri nos conta sobre sua passagem pela comunidade A Arca, e como renunciou sua vida de professor na Universidade de Harvard para dedicar-se à pessoas com deficiência mental. Não, não foi uma decisão fácil, ele enfrentou diversos monstros que habitavam seu coração ao ter que lidar com aquelas pessoas abandonadas, deixadas a Deus dará no mundo por pais que, por qualquer razão que seja as deixaram.
Uma de suas tarefas mais difíceis foi de aceitar o quanto ele poderia aprender com elas, que eram tão humanas quanto ele.
Por diversas vezes, Henri se coloca no lugar das personagens do quadro de Rembrant. Ele sempre se achara uma pessoa rebelde, não no sentido de desrespeitar os pais, mas no sentido de querer ser livre, viver independente. Por esta razão, saíra de casa muito jovem, então a princípio, identificou-se como sendo o filho jovem representado por Rembrant. Porém, à medida que vai analisando as expressões das pessoas na pintura e relacionando com a parábola e com sua vida, ele vai descobrindo novas informações, então suas características já não são mais do filho jovem. Ele também é o filho mais velho, pois é arrogante, ganancioso, é orgulhoso e sempre quisera ter destaque.
Uma de suas tarefas mais difíceis foi de aceitar o quanto ele poderia aprender com elas, que eram tão humanas quanto ele.
Por diversas vezes, Henri se coloca no lugar das personagens do quadro de Rembrant. Ele sempre se achara uma pessoa rebelde, não no sentido de desrespeitar os pais, mas no sentido de querer ser livre, viver independente. Por esta razão, saíra de casa muito jovem, então a princípio, identificou-se como sendo o filho jovem representado por Rembrant. Porém, à medida que vai analisando as expressões das pessoas na pintura e relacionando com a parábola e com sua vida, ele vai descobrindo novas informações, então suas características já não são mais do filho jovem. Ele também é o filho mais velho, pois é arrogante, ganancioso, é orgulhoso e sempre quisera ter destaque.
Henri não tem medo de usar as palavras e de abrir seu coração ao revelar seus sentimentos mais sombrios.
Cita seus momentos de depressão, por achar que nada fazia sentido, por não compreender porque tanto mau acometia a humanidade, por não saber o caminho correto que tinha que trilhar (se é que existe um caminho correto).
Ele desmistifica a história do Filho Pródigo de modo que todos nós nos encaixamos em qualquer uma das pessoas da história e faz uma analogia dessa parábola como se fosse nosso retorno para Deus. Neste caso, Deus é o pai que recebe o filho com a maior alegria, independente do que fez e de onde esteve.
Fica claro no livro esse sentimento de rebeldia e revolta por parte do autor, e que de certa forma acaba se remetendo a qualquer pessoa, pois, ao longo da vida temos dúvidas, agimos com raiva, cometemos erros, somos orgulhosos e muitas vezes nos afastamos de Deus (independente da sua crença) por termos criado uma imagem de um Deus vingativo, cruel, que quer punir seus filhos com castigos severos e horrendos. Por termos este errôneo pensamento, temos medo de conversar com Ele e nos afastamos. Creio que a principal mensagem que este livro nos traz é esta, de que Deus está sempre de braços abertos; que Ele deu ao homem o livre arbítrio de todas as coisas. Ele não é responsável pelas guerras, pela maldade nos corações humanos, por nada de ruim que acomete nosso planeta. Nós, seres humanos, somos responsáveis por tudo que carregamos. É fato que acostumamos a deixar tudo "nas mãos de Deus" e cruzamos os braços nos isentando de nossas responsabilidades.
Nos deparamos nestas páginas, com uma verdadeira busca pelo perdão, pela generosidade, pela aceitação do outro e pelo amor universal. Com a história de vida de um homem que encontrou a redenção, que deixou sua vida repleta de regalias de lado para dedicar-se a cuidar de pessoas que precisavam de um "PAI". Deixou seu papel de filho pródigo, para tornar-se o pai que pessoas com necessidades maiores que ele precisavam.
Nos deparamos nestas páginas, com uma verdadeira busca pelo perdão, pela generosidade, pela aceitação do outro e pelo amor universal. Com a história de vida de um homem que encontrou a redenção, que deixou sua vida repleta de regalias de lado para dedicar-se a cuidar de pessoas que precisavam de um "PAI". Deixou seu papel de filho pródigo, para tornar-se o pai que pessoas com necessidades maiores que ele precisavam.
Durante a leitura você conhecerá também um pouco da biografia de Rembrant, que teve uma vida conturbada, assim como o filho jovem de seu quadro, e somente anos mais tarde encontrou a paz ao viver perdas de entes queridos e acabar solitário.
Henri Nouwen fez um excelente trabalho, e sei que ele encontrou o que buscava.
É uma obra interessante e vale a pena ser lida, principalmente para os mais pessimistas (como eu rs), pois desperta um pouco de esperança e renova a fé na humanidade. Claro que isso requer um trabalho árduo.
Dei apenas uma pincelada no tema do livro, não quis entrar em detalhes, pois a ideia do blog é despertar o interesse na leitura da obra. Se gostou e sentiu vontade de ler, não deixe de procurar o livro no sebo mais próximo, ou em qualquer livraria. Se já leu, comente abaixo, nos diga o que achou da obra!
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Um grande abraço!
Rick Marques
Um Sonhador
Um Sonhador
Editora Paulinas - 3ª edição - 1998
ISBN: 978-857-311-872-8


Li o livro! Gostei do resumo! Vale muito a pena ler!
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