- SER ALGUEM
- LIBERDADE
- MORTE
Lendo atentamente cada placa, leu a primeira e pensou em voz alta.
ELE – Ser alguém? Quem sou eu? Não sei. Por muitos anos tenho tentado ser alguém. Alguém bonito; alguém rico e bem sucedido; alguém inteligente; alguém para se orgulharem. Esse caminho até hoje me trouxe apenas tristeza e dor; porque o “ser alguém” que eu me tornei, não sou eu de verdade... Fui moldado para atender aos desejos de outro alguém, de uma sociedade que quer que eu siga seu padrão, mas que pouco se importa se estou feliz ou se estou sendo eu mesmo. Não, eu não quero ir por este caminho. Não quer “ser alguém”, quero ser eu mesmo.
Em seguida, ele leu a segunda placa.
ELE – Liberdade. Eu sempre quis ser livre. Me libertar dos conceitos qual fui condicionado. Nossa vida já começa a ser condicionada quando nos dão um nome. Nós nem ao menos temos o direito de escolher nosso nome! Meu nome, minha identidade. Mentira! Eu não escolhi meu nome, assim como não escolhi ter os pais e a família em que nasci. A liberdade não existe, pois desde que nascemos somos conduzidos a viver da forma que os outros que estavam aqui desejavam. Eu não podia ser eu mesmo. Eu tive que “ser alguém” que não era eu, para corresponder aos desejos de outros. Eu não quero essa liberdade. Quero a liberdade de ser quem eu sou, de estar aonde quero estar, de ser livre pra pensar e escolher meu caminho.
Enfim, leu a terceira e última placa.
ELE- Morte. Esta palavra me causa arrepios, e ao mesmo tempo, me atrai. Será este o único caminho que me resta? Tenho medo da morte, mas a desejo do fundo da alma. Como será quando eu morrer? Pararei de sentir? Deixarei de ser alguém? Irei enfim alcançar a tão sonhada liberdade? A Morte. O maior medo da humanidade. Será a morte o fim de tudo? O vazio infinito? É na morte que nos perdemos pra sempre, ou nos encontramos finalmente? Ser Alguém, Liberdade ou Morte. Estou nesta encruzilhada e preciso escolher um caminho. Para qual irei?
Rick Marques

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