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[Resenha] Inferno, de Dan Brown

"Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral."


Em "Inferno", Dan Brown nos leva a mais uma aventura alucinante por lugares históricos ao lado do nosso velho conhecido, professor Robert Langdon, desta vez acompanhado da jovem médica Siena Brooks. A fórmula todo mundo já conhece, mas sou suspeito pra falar porque eu realmente amo os livros de Dan. Simplesmente os devoro e com Inferno não poderia ser diferente.

Com suas belezas exuberantes e paisagens de nos deixar sem ar, o livro se passa em Florença, na Itália. De forma misteriosa, Langdon acorda com vertigens num local estranho. Sem conseguir enxergar muito bem onde está, foca seu olhar na janela e na paisagem noturna visualiza a bela cidade italiana.
 Despido de seu velho paletó de tweed, como num sobressalto se desespera ao perceber que está na cama de um hospital. Langdon é atendido pela bela e jovem doutora Siena Brooks. A linda médica de cabelos louros - amarrados em um rabo de cavalo e olhos verdes o atende com muito zelo acompanhada do doutor Marconi. 

Robert desnorteado, não faz ideia do que está fazendo ali e assusta-se ao descobrir que fora baleado na cabeça e que chegara ferido ao hospital balbuciando as palavras "Ve... sorry", que foi compreendido como "Very sorry" - desculpa em inglês.

O mais misterioso de tudo, é que Langdon não fazia a menor ideia de como fora parar em Florência e nem do que estava fugindo quando chegou baleado no hospital e caiu desacordado. Enquanto conversam, Siena mostra um pequeno objeto, parecendo um osso, com simbolo de risco biológico, e o questiona sobre aquilo. Langdon meneia a cabeça negativamente e Siena lhe revela que aquela cápsula havia sido encontrado num fundo falso atrás de seu paletó de tweed. Robert fica perplexo: o que aquele 'troço' estaria fazendo em seu paletó?

Do lado de fora do hospital, espiando ao longe, encontra-se uma mulher de cabelos curtos e roupas escuras, armada com um silenciador, esperando o momento oportuno de entrar e atacar. A mulher é Valenthia, integrante da equipe de um misterioso Consórcio que lhe incumbiu de encontrar o professor de Harvard o mais rápido possível.


Enquanto Langdon está com os nervos à flor da pele diante daquele objeto estranho, tentando arrancar informações de doutora Brooks, Valenthia adentra o hospital e caminha até o quarto dele. Assim que localiza o quarto, num solavanco avança com o revólver para cima dos médicos causando grande pânico no hospital. Quando chega à porta do quarto, os médicos tentam impedir sua entrada, porém, o pior acontece: doutor Marconi é baleado e cai morto ao chão, enquanto que surpreendentemente ágil, Siena Brooks arrasta Langdon por outra porta e corre à milhão com Langdon ainda dopado pelos corredores do hospital, até que chegam à rua, fugindo dos disparos da mulher de preto e conseguem pegar um táxi que os leva para longe. Na rua, Valenthia atira contra o carro e se martiriza por ter falhado mais uma vez e Langdon sofre por perceber que em meio aquela confusão toda perdera seu relógio do Mickey Mouse.



Siena Brooks, sem perceber havia se envolvido na história do professor, e Langdon não fazia ideia do que estava acontecendo. A doutora o leva até seu apartamento para lhe arrumar roupas limpas. O apartamento é simples, com móveis aparentemente improvisados. Enquanto Siena vai ao apartamento do vizinho pedir uma roupa emprestada para o professor, ele caminha até o quarto da médica e encontra um notebook, onde acessa seu e-mail de Harvard. Enquanto Langdon acessa seu e-mail, em algum lugar de Florença um alerta pisca na tela informando que o professor acabara de acessar seu e-mail particular com a localização exata dele.



Sem saber o que o espera, Langdon visualiza seus e-mails com calma e não vê nada de errado. Ele pesquisa seu nome no Google para saber se havia alguma notícia dele e nada. Nada está acontecendo. Então, como ele fora parar em Florença? Quem estaria tentando matá-lo? No meio dos objetos de Siena, Langdon encontra vários recortes de jornais que retratam a jovem médica como uma criança super dotada na sua época, além de ser uma excelente atriz na infância e na adolescência. Langdon estava grato por ela tê-lo salvo.



Quando retorna do apartamento vizinho, Siena questiona Langdon mais uma vez sobre o artefato biológico e garante ao professor que o botão do objeto possui um sensor biométrico que só poderia ser aberto por uma impressão digital, que dado a situação, poderia ser a dele. Robert insiste que não sabe o que é aquilo e que seria impossível a digital dele abri o dispositivo e que mesmo que pudesse ser, não abriria um aparelho com um selo de risco biológico. No entanto, quando Langdon toca no objeto, o mesmo se destrava e revela uma cápsula de metal. O professor se assusta e analisa a cápsula e descobre que ela funciona a base de energia, quando balança o artefato, uma luz sai de seu interior revelando na parede uma imagem horrenda. Esta imagem é o Mappa Dell'Inferno, do artista Botticelli (1445-1510), pintura que foi baseada no capítulo mais obscuro da Divina Comédia de Dante Alighieri: INFERNO.



A partir daqui, uma sucessão de acontecimentos nos levam a loucura. Uma busca incansável por uma terrível arma biológica que pode por o fim à raça humana. O destino da humanidade nas mãos do professor Langdon mais uma vez, tendo como companheira a médica e atriz Siena Brooks.



Emoções e adrenalina do começo ao fim, ao gostinho que só Dan consegue oferecer aos ávidos leitores de literatura com conteúdo histórico e misterioso.



Recomendadíssimo, principalmente aos fãs como eu! :)




Rick Marques


Obra: Inferno, de Dan Brown
Editora: Arqueiro - 1ª edição - 2013
ISBN: 978-85-80411-52-2

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