Papéis não me definem. Não são as convenções sociais que definem quem Eu Sou. Eu sou muito mais que um diploma, que um título, que um documento qualquer. Eu meço minha vida não por valores monetários ou títulos acadêmicos, eu meço minha vida pelo que eu sinto, pelo que vibra dentro de mim... E dentro de mim vibra amor, paixão, alegria, tristeza, raiva, mansidão, ódio também, porque somos essa multiplicidade de emoções. Vivo a vida como se fosse morrer a qualquer momento, e de fato isto pode acontecer. Crio relações verdadeiras e me entrego de corpo, alma e coração para aqueles que estão ao meu lado. Quando falo de relações falo de qualquer relação, não apenas a conjugal. Eu não espero ser correspondido nelas, mas claro que eu amo quando os sentimentos são recíprocos. A indiferença é algo que me machuca. Não consigo estar em alguma coisa e ser indiferente. Prefiro sair, me afastar de quem quer que seja quando a relação não é mais recíproca. Meu sangue é quente e meu coração anseia ...
Uma confusão de sentimentos habita meu coração. Há anos que eu vivo com um vazio existencial, um buraco no fundo do peito qual não consigo preencher. Eu não sei quem sou. Por muitas vezes tive vergonha do que "não me tornei". Vergonha de não ter tido uma "profissão de sucesso"; vergonha por não me atrair por mulheres; vergonha de não me encaixar nos padrões a mim impostos. Meu maior desejo ao longo de minha breve existência sempre foi a liberdade. Uma liberdade que é utópica, que não existe nesta dimensão, pois estou aqui preso neste corpo, neste avatar. O que é o despertar da consciência que tanto se fala? Não me recordo quando foi a primeira vez que ouvi esse termo, mas eu sei que não é um processo nada simples. Ao longo da vida passei por vários "despertares". Pouco me recordo do velho eu e hoje eu busco um sentido pra tudo que vejo e sinto. Qual o sentido de eu estar aqui? Qual o sentido de estar vivo neste momento? Qual o sentido de estar escrevendo...